sexta-feira, 13 de julho de 2012

PARCERIAS



Parcerias
Ana Paula BATISTA 1
Anny Karoline GOES 2
Cristiane NASCIMENTO 3
Joel LOPES 4
Luana MACHADO 5
Marcio CARNEIRO 6
Marcio OLIVEIRA 7
Mauricio BEZERRA 8
Elmir CASTRO 9
Universidade Juscelino Kubitschek , Gama/DF.

RESUMO
Apesar da crescente importância das parcerias estratégicas nos dias atuais, pouquíssimos estudos relacionados à formação e à consolidação de parcerias nacionais e internacionais têm sido desenvolvidos no Brasil. Esse artigo visa conceituar Joint Venture como uma parceria de sucesso,visando que seja uma cadeia de valor e a partir do compartilhamento de atividades delimitar as motivações que levaram empresas a se associarem. Joint Venture representa a associação de duas ou mais empresas a fim de criar ou desenvolver uma atividade econômica. A parceria vai além de uma negociação, significa que existe uma constante comunicação e por conseqüência a possibilidade de um crescimento e um desenvolvimento mútuo e satisfatório.
Palavras-chave: Parcerias; Joint Venture; Negociação.







Introdução
Dificilmente se passa um dia em que não haja anúncio na imprensa referente à criação ou à dissolução de uma parceria estratégica. O objetivo deste trabalho, conforme será explicitado com mais detalhes posteriormente, é o de analisar e apresentar o sistema de parcerias  e o crescente aumento da popularidade desse novo tipo de atividade pois é visto como mais uma prova da constante marcha da globalização, principalmente devido ao fato de grande e crescente número desses acordos e envolver empresas as vezes de até nacionalidades diferentes.
Num mundo globalizado, o incremento da competitividade tornou-se questão de sobrevivência para as empresas, independentemente do ramo em que elas atuam. A globalização não só exige presença nos mercados chaves, mas também aumento da produtividade, redução dos custos, melhoria da qualidade dos produtos, investimentos na qualificação dos funcionários e desenvolvimento de novas tecnologias; entretanto, muitas vezes, o incremento da competitividade e a onipresença em diversos mercados são atividades muito onerosas para a maioria das empresas. Poucas delas têm a capacidade de duplicar as suas cadeias de valores em tão diferentes lugares.

Parcerias incluem acordos de esforços conjuntos na área de marketing, atividades conjuntas  de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) , colaboração no desenvolvimento de novos produtos , transferências de tecnologia e atividades de terceirização.Fusões e aquisições não são consideradas alianças estratégicas.  (GERAI, 1999)

Isso faz com que atividades de colaboração com outras empresas tenham de ser levadas em consideração, ou seja, a utilização de atividades de parceria é a maneira encontrada pelas empresas não só para sobreviverem no mercado, como também para aumentarem a sua competitividade.
A utilização de atividades de parceria com o sentido de se empreenderem relações de produção com outras firmas não é atividade recente; as inovações dos últimos tempos acontecem em pelo menos quatro níveis (NARULA E HAGEDOORN, 1999).



Parcerias
A busca de um aliado pode ser uma boa solução para poder desenvolver projetos empresariais impossíveis de uma micro ou pequena empresa assumir isoladamente.
As parcerias nos permitem aumentar a competitividade de nossas empresas, sem renunciar ao controle da mesma, com uma grande versatilidade, ao colaborar só naquelas áreas que desejamos reforçar, mantendo a independência nas demais.
Uma das maneiras mais produtivas e uma palavra que está no vocabulário empresarial dos últimos tempos é parceria. Mas, o que significa parceria? Parceria é uma estratégia de aliar-se a uma cooperativa entre empresas, com o objetivo de que as mesmas obtenham posições mais vantajosas à hora de competir no mercado interno ou externo. Tudo isso sem perder o controle acionário de sua empresa.
Mas, ao invés do que pensam muitas pessoas, a parceria não está só reservada às grandes empresas, aliás, deveria ser uma prática mais generalizada entre nossas micros e pequenas empresas, e sem dúvida, são as que mais podem aproveitar as vantagens que esse tipo de parceria pode oferecer, já que lhes permite, sem necessidade de grandes investimentos, aumentar sua participação no mercado, melhorar seu conhecimento e tecnologia, ou inclusive penetrar em mercados internacionais.

Segundo (LORANGE e ROOS 1996) Projetos de colaboração implantados por firmas rivais , operando na mesma industria .As firmas mantêm , entretanto, a sua independência .Essa definição exclui , assim , funções e aquisições , as quais levam a perda de autonomia de pelo menos um parceiro. Também são excluídas parcerias verticais formadas pro fornecedores e compradores.

Na hora de aliar-se com outras empresas, é preferível que essa parceria seja feita com empresas que cultivem a mesma cultura empresarial, e que exista uma complementação das atividades de cada empresa, com o mesmo propósito de atingir os objetivos propostos.
Em muitos casos esses tipos de acordo são o mecanismo mais eficiente de se desenvolver pesquisas em setores de alta tecnologia (HAGEDOORN E NARULA, 1996).
Outro aspecto que se deve ter em conta é que cada um dos sócios, saia beneficiado na mesma medida aos aportes que realize na aliança ou o risco que lhe cabe na operação. Mas como obter sucesso em uma parceria empresarial? As respostas podem parecer lógicas, mas trata-se apenas de uma ponderação de várias parcerias que obtiveram êxitos.
A primeira delas é que a empresa participante seja adequada para as operações definidas na aliança. Outro fator vital é a confiança mútua de todos os sócios participantes, e, um terceiro fator, é a realização prévia de um estudo de viabilidade.
É possível que em algum momento apareçam desentendimentos na gestão, e podem aparecer por várias causas, como erros nas expectativas, obsolência do objetivo, desaparecimento da não competência por parte de um associado ou, simplesmente pelas próprias relações das pessoas.

A formação de parcerias estratégicas internacionais não se estende, por sua vez, somente aos países industrializados. Diversas parcerias internacionais vêm sendo feitas entre empresas multinacionais e empresas de países emergentes ou mesmo entre firmas oriundas de países em desenvolvimento (VONORTAS E SAFIOLEAS, 1997).


Tipos De Parcerias

·                    Parceria predeterminada: trata-se de uma parceria por tempo predeterminado para o desenvolvimento de uma obra, que se dissolve uma vez conseguido o objetivo para o que foram criadas.

·                    Parceria de Marketing: Os sócios unem seus esforços para conseguir através da mídia escrita, falada e televisada, propagandas direcionadas aos objetivos propostos, sem um prazo de tempo estabelecido, tentando alcançar certo lucro para os produtos de cada um dos sócios.

·                    Parceria para Exportação: Trata-se de uma parceria, cujo objetivo é a introdução (ou consolidação) de seus produtos em mercados externos, formando um mix de produtos diversificados.

·                    Parceria Centralizadora de Compras: É uma aliança, onde os sócios se unem para realizar compras conjuntas e conseguir assim preços mais competitivos.


·                    Parceria Mista: É um compromisso entre várias empresas, de criar uma nova empresa, que realizar uma atividade de negocio, onde complementaria as atividades exercidas pelas empresas alcançadas.

·                     Parceria de Gestão: é uma forma de administrar toda a estrutura administrativa e financeira, através de uma Gestão Profissional, proporcionando que cada associado cuide exclusivamente do objetivo fim de sua empresa.
       Ser parceiro é considerar, refletir, ter compromisso, utilizar sempre o bom senso, unir as expectativas dentro de um conceito objetivado e calculado. Para toda ação de parceria, como na vida, ser parceiro e ter a consciência de que precisa investir em uma amizade, saber respeitar, conviver, falar, não ter medo de demonstrar aquilo que sente,  agradecer, valorizar a inteligência e demonstrar todo o seu respeito, portanto, a parceria caracteriza-se em uma das estratégias mais vantajosas para o crescimento empresarial, sobretudo para as micros e pequenas empresas, já que, sem um custo isolado, pode-lhes permitir entrar rapidamente em novos mercados, aproveitar ofertas institucionais, agregar novos sistemas de gestão, melhorar a capacitação e tecnologia, reduzir custos sem perder a qualidade e melhorar o serviço ao cliente.
De acordo com (TEECE, 1992) Acordos nos quais dois ou mais parceiros dividem o compromisso de alcançar um objetivo comum , unindo todas as suas capacidades e recursos e coordenando as suas atividades e definido como parceria, é uma aliança estratégica que implica algum grau de coordenação estratégica e operacional das atividades e inclui , entre outras, as seguintes operações : atividades conjuntas

Parceria - Joint Venture
O empreendimento em conjunto onde a essência do contrato é o objetivo comum
das partes, ganhou espaço e destaque para resolver novas questões que vão desde a história antiga passando por novas necessidades de mercado, desejo de minimizar custo e maximizar lucro, estando até hoje sendo alternativa na globalização vivenciada por nós. Ela é fruto da necessidade, de se criar um mecanismo dinâmico e altamente flexível, capaz de atender às mais novas exigências do comércio regional e mundial, que surgem e se desenvolvem de forma assombrosa, bem como possibilitar empreendimentos conjuntos e promover a aproximação de empresas, antes afastadas, entre outros motivos, pelas diferentes legislações nacionais.
Surgiu nos Estados Unidos para ludibriar (enganar) a proibição de que uma
sociedade anônima fosse sócia de uma sociedade de outro tipo, de responsabilidade
ilimitada ou limitada. Mas se tivermos a definição lógica de Joint Venture veremos que
muito antes já se podia notar esse exemplo de cooperação em pro de um bem comum:
estamos falando de história no começo das grandes embarcações em torno do mundo à
busca de novos mercados. Alguns países tinham uma grande experiência em navegações, mas não capital para construir navios onde outros países entravam com capital, ou seja, com os navios. Joint venture é, portanto, uma figura jurídica muito utilizada na prática privada, que pode assim ser entendida como contrato de colaboração empresarial.
Ela corresponde a uma forma ou método de cooperação entre empresas independentes, denominado em outros países de sociedade entre sociedades, filial comum, associação de empresas etc. É um empreendimento cuja duração pode ser curta ou longa, porém com prazo determinado.
Alianças estratégicas podem ser classificadas de duas maneiras ,De um lado , existem tipos que envolvem participação acionária , como joint venture e companhias conjuntas de pesquisas.De outro lado , há formas sem participação acionária , isto é, baseadas somente em contatos entre os parceiros .Nesse grupo encontram-se, entre outro, de desenvolvimento conjunto de produtos ,pactos de pesquisa conjunta , acordos mútuos de licenciamento e contratos de Pesquisa e Desenvolvimento.  (HAGEDOON E NARULA, 1996)
É a celebração de um contrato entre duas ou mais, empresas, pessoas física,
que se associam, criando ou não uma nova empresa para realizar uma atividade econômica produtiva ou de serviços, com fins lucrativos. Portanto pode ser ou não uma forma de estruturação orçamentária. É como um açougueiro e um padeiro unindo-se para vender cachorros-quentes, o açougueiro provendo as salsichas, e o padeiro os pães, e eles repartem os lucros e também custos.

Segundo (PHILIP. Cateora, 2007) "Uma joint venture é um acordo comercial no qual duas ou mais partes empreendem uma atividade econômica específica conjunta. Isto não significa que você venderá meus produtos e eu pagarei uma comissão, tampouco significa que você comprará meus produtos e os venderá aos seus clientes com lucro. As palavras importantes são: empreendendo atividade econômica conjuntamente.”

Entre os membros se estabelece uma relação de mútua confiança e boa-fé, e
enquanto a organização se encontre vigente não poderão realizar por sua própria conta
aquelas atividades e atos próprios do joint venture, pois se assim procederem deverão
reintegrar ao fundo da associação o que tiverem obtido de maneira particular.
Os elementos essenciais de uma joint venture são:
·                   Uma contribuição pelas partes em dinheiro, bens, esforços, conhecimentos,
técnicas, ou outro valor econômico, para uma ação conjunta;
·                   Um interesse patrimonial conjunto no objeto do empreendimento;
·                   Um direito ao controle mútuo ou à gestão da empresa;
·                   Expectativa de lucro, ou a presença da adventure (aventura), como se diz;
·                   O direito de participar nos lucros e lógico nas perdas.
Uma joint venture pode ser criada para desenvolver uma série de atividades, tais
como, projetos industriais, execução de obras, pesquisas e desenvolvimento, atividades
financeiras, prestação de serviços, etc. Cada parte que compõe os pólos dessas associações deve trazer aquilo que possui de melhor.
Em razão da sua flexibilidade e facilidade de constituição, a definição de joint venture continua em permanente evolução, pois constitui uma forma de possibilitar que países em desenvolvimento adquiram tecnologia, repartindo com os investidores os lucros das operações, aporte de capital e uso de franquias.
Os tipos de joint ventures variam conforme a nacionalidade dos participantes
podendo ser nacionais e internacionais. Nas nacionais, tomam parte duas ou mais
empresas da mesma nacionalidade, e nas internacionais fazem parte duas ou mais
empresas de nacionalidades diversas.
Tal diferenciação pode parecer simples e óbvia à
primeira vista, contudo, a prática internacional pode criar situações um tanto inusitadas
que causam dúvidas quanto a esse tipo de classificação. Vejamos a hipótese em que dois
sujeitos de mesma nacionalidade e residentes em países distintos celebrem um contrato de joint venture.
Nesse caso, apesar do contrato de ser internacional, teremos uma joint
venture nacional, uma vez que a classificação se baseia apenas no critério nacionalidade
das partes. Por outro lado, se dois sujeitos de nacionalidades diversas, residindo em um
mesmo país, celebrarem um simples contrato de associação, que pode ser considerado uma joint venture internacional.
Quanto à participação financeira dos co-ventures (participantes), as joint ventures podem ser:
·                   Equity Joint Venture, onde implica associação de capitais;
·                   Non Equity Joint Venture, aquela em que não há contribuição de capitais.

Do ponto de vista formal, podem ser:
·                   Corporate Joint Venture, associação de interesses que dá nascimento a uma pessoa jurídica, como exemplo a sociedade-empresa;
·                   Non Corporate Joint Venture, associação de interesses que não dá nascimento a uma pessoa jurídica (que são as de transferência de tecnologia).
Existem ainda as joint ventures transitórias e as permanentes quer sejam societárias corporate, quer não ,contratuais ou não corporat.
As transitórias que possuem funcionalidade atrelada presa ao tempo estritamente necessário para concluir o objetivo do contrato. As permanentes que, apesar de também atreladas presas ao contrato, em virtude da espécie e empreendimento se tornam funcionais por tempo indeterminado.
A celebração de uma joint venture requer um amplo levantamento prévio das
partes, conhecendo profundamente o processo que justifica a joint venture, especialmente quando se trata de transferência de tecnologia pois já pode estar ultrapassada.
Todavia, a joint venture dá a oportunidade das partes se conhecerem melhor antes de partir para uma etapa de participação societária. E muita das vezes é feita sem nenhum intuito de participação societária futura. As empresas, cada vez mais, buscam a venda, em diversas partes do globo, de seus produtos estandardizados, podendo haver diferenças somente quanto aos pontos impostos pela adaptação ao mercado local. O objetivo dos empresários será minimizar os custos, sendo assim, esses mesmos produtos poderão estar nas prateleiras e espalhados pelo mundo.
A colaboração entre empresas é considerada agora a primeira e melhor opção, e não vista mais como a última alternativa disponível (DUNNING, 1995).
 As firmas estão cada vez mais usando acordos de parceria para realizarem atividades na área de Pesquisa e Desenvolvimento, uma atividade que, tradicionalmente, foi muito vigiada pelas empresas.

Cálculos recentes estimam que acordos de parceria na área de P&D totalizam aproximadamente 10/15% de todos os acordos firmados entre empresas, e acredita-se que esse número tenha triplicado desde o início dos anos 80 (CULPAN E KOSTELAC, 1993; GUGLER E PASQUIER, 1996).

Fica, no entanto, bem claro que a joint venture será um instrumento jurídico
possibilitando da internacionalização multi doméstica das empresas. Teremos, nessa
figura, a atuação individualizada das várias esferas produtivas, com preocupações em nível local, podendo se instrumentalisar na elaboração de um contrato de joint venture.
Dessa forma, o instrumento jurídico dará oportunidade ao empresário de atuar em diversos países distintos, contando com o apoio de diversas esferas produtivas e de co-ventures (participantes) locais.
Alguns exemplos de Joint Venture:
·      Sony e Ericsson - A idéia é juntar a experiência que a Ericsson possui em nível de novas tecnologias, plataformas e também a sua forte implementação em nível de diálogo com os operadores com outro know how muito importante que é o grande
conhecimento de eletrônica de consumo e multimídia da Sony gerando valor
acrescentado para ambas as empresas.
·      Volkswagen e Ford - que perdurou até meados de 1996. A VW ofereceu à Ford os
motores AP-1800 e AP-2000 (em substituição aos antiquados CHT) e a plataforma
do sedã Santana. A Ford, em contrapartida, ofertou a VW a plataforma do Escort,
que originou os modelos Logus e Pointer.
·      Unilever Brasil e Perdigão – a Unilever entrou com as marcas Doriana, Claybo
Delicata e também com todo o equipamento, mão-de-obra e a fábrica localizada
em Valinhos (SP), em regime de comodata; e a Perdigão disponibilizará sua
estrutura de venda e distribuição. As empresas estarão unidas ainda para contribuir
com a área de marketing, pesquisa, inovação e no desenvolvimento de novos itens
desse setor de margarinas.

Conceito De Joint Venture
Joint venture ou empreendimento conjunto é uma associação de empresas, que pode ser definitiva ou não, com fins lucrativos, para explorar determinados negócios, sem que nenhuma delas perca sua personalidade jurídica. Difere da sociedade comercial (partnership) porque se relaciona a um único projeto cuja associação é dissolvida automaticamente após o seu término. Joint venture é o procedimento adotado por duas ou mais empresas, inclusive micro e pequenas, que se unem para aproveitar ou explorar uma oportunidade de negócio específica, que gere lucros para todas as empresas participantes.
Existem várias formas de constituir uma joint venture. Uma delas é através do contrato de prestação de serviços com ou sem fornecimento de produtos. Um exemplo seria uma parceria entre uma empresa de fornecimento de cestas de alimentação e outras especializadas em embalagens diferenciadas para aproveitar datas comemorativas, tais como páscoa, natal, dias dos namorados, etc.
Outra forma é a constituição de uma terceira empresa, onde as empresas envolvidas serão sócias, como por exemplo, a união de uma empresa estrangeira e uma nacional para exploração de poços de petróleo. Neste caso o objeto social, ou seja, as atividades a serem exercidas pela nova empresa estarão diretamente relacionadas com a oportunidade de negócios que se quer explorar. Existe ainda a possibilidade de constituição de consórcio entre as empresas para exploração da oportunidade apresentada. Lembramos que o assunto consórcio para micro e pequenas empresas já foi explicada em artigo anterior.

Empreendimentos de risco ao longo de uma escala continua entre, de um lado , transações em um mercado livre(mercado)e, de outro, a internalização  total ( hierarquia) .Temos , assim , as seguintes opções de alianças estratégicas em termos do grau de integração vertical com a empresa mãe :fusões e aquisições , participação acionária , joint venture , empreendimento cooperativo formal e empreendimento cooperativo informal. (LORANGE e ROOS, 1996)

É importante frisar que cada empresa participante da joint venture manterá sua identidade e independência em relação às demais. Também será necessário estipular quais as obrigações de cada uma das empresas participantes, bem como os direitos, inclusive sobre a participação dos lucros gerados pelo novo empreendimento. Também se deve estipular quem representará cada uma das partes, bem como o prazo de duração de tal joint venture.
Além dos aspectos operacionais do novo empreendimento, as partes devem analisar com muito cuidado os aspectos tributários envolvidos, realizando os estudos sempre com apoio de profissionais tanto da área contábil como da área jurídica.
Conforme visto, a criação de uma joint venture é uma forma de parceria entre empresas, em alguns casos até mesmo concorrentes, onde cada uma investirá o que tem de melhor, aumentando as chances de sucesso do novo negócio.
Denominação
A expressão de origem americana Joint Venture designa uma forma de aliança entre duas ou mais entidades juridicamente independentes com o fim de partilharem o risco de negócio, os investimentos, as responsabilidades e os lucros associados a determinado projeto.
Historicamente, as Joint Venture têm sido estabelecidas entre empresas (ou outras organizações) não concorrentes, geralmente para assegurarem as etapas distintas da cadeia operacional. Contudo, é cada vez mais freqüente observarem-se Joint Venture entre  empresas concorrentes, nomeadamente em projetos relacionados com o desenvolvimento tecnológico, situação que se deve, sobretudo, aos avultados investimentos necessários a este tipo de projetos. Gláucia Maria Vasconcelos e Hécliton S. Henriques, ressaltam, em sua publicação na revista Análise & Conjuntura, o aspecto temporal do empreendimento.

Segundo o autor, (Joint VENTURE) indica uma “sociedade por ações, constituída por sócios residentes no país receptor do investimento, que tem por objetivo a realização ou execução de contrato de interesse comum. Algumas associações de empresas são provisórias, a exemplo de alguns consórcios criados em função de um projeto, enquanto outras são formadas para durar longos períodos, constituindo-se em empresas estáveis”.

 Por outro lado, (GRAU, Eros Roberto) adverte que “Joint Venture é termo de conceito irrelevante para o nosso direito positivo, visto que no bojo deste não visualizamos normas específicas que se deva aplicar a coisa, estado ou situação, mercê da atribuição, a eles, da significação da qual o conceito de Joint Venture, no mundo jurídico, funciona como signo.”

 Contudo, se encontramos um vazio em relação ao mundo teórico das conceituações jurídicas, o mesmo não ocorre no mundo real dos negócios. Ou seja, ainda não encontramos em nosso sistema normativo a figura expressa da Joint Venture, como também não a encontraremos no direito americano ou na “common law”; mas podemos entender a Joint Venture como um conjunto de ideias, que podem se adaptar a vários conceituados institutos do direito comercial.

Vantagens E Desvantagens
Na Joint Ventures , quando se é dividido os riscos de ganhos e perdas com outra pessoa jurídica, existem várias vantagens, dentre elas temos:
·                    O compartilhamento de tecnologias e informações;
·                    Proteção à marca e ao nome;
·                    Melhoria do processo logístico;
·                    O aumento da capacidade de se expandir rapidamente em mercados não explorados anteriormente pela empresa;
·                    Pode haver ou não participação societária, com prazo determinado, que pode ser
prorrogado segundo vontade das partes;
·                    Troca de ambas partes de aporte de tecnologia, conhecimento e acesso a novos mercados, etc;
·                    A Junção de duas ou mais empresas para inovações, cujo as tecnologias se complementam causando sinergia na organização resultante da união;
·                    Obrigam a empresa a ajustar-se a uma nova realidade e adotar práticas de gestão mais eficazes.
          Para as pequenas e médias empresas, a joint venture é vista como uma grande oportunidade de agir de uma forma conjunta para superar grandes barreiras, que tanto podem ser comerciais em um mercado já existente ou num mercado novo, e também pode ser vista como uma solução para aqueles negócios que precisam de grandes investimentos iniciais para um projeto que trará benefícios a longo prazo.
         Porém também há suas desvantagens, pois nem sempre a sociedade é um bom negócio, algumas destas desvantagens são:
·                    Os altos custos incorridos pela empresa com questões de controle e coordenação que surgem quando se trabalha com um sócio.
·                    Restrições específicas de determinados países podem limitar a participação de empresas estrangeiras no capital.
·                    As diferenças culturais quanto às atitudes e estilos gerenciais também podem constituir um desafio de grandes proporções.
·                    Total dependência entre as empresas participantes devido ao motivo da fusão ser a soma de conhecimentos entre organizações, ou seja, se alguma empresa decidir abandonar, o negocio não terá mais eficácia, a não ser que se acrescente uma empresa que possui tecnologia semelhante a que decidiu abandonar o barco.

Apesar de suas desvantagens é uma boa opção para empresas que estão querendo continuar competitivas e não têm capital de giro para ampliar seu patrimônio, mas também é preciso analisar bastante uma sociedade, pois em uma aliança é necessário aprender as habilidades do sócio, e não ver nela apenas uma maneira de vender o produto sem ter que fazer alguns esforços e  grandes investimentos.

Conclusão
A globalização da economia, como dito na abertura deste estudo, demanda a junção de forças empresariais, de modo a propiciar um terreno fértil às parcerias, é, no entanto, um desafio que se põe aos Brasileiros, tornar-se parte atuantes no processo, seja na parte receptiva dos investimentos, quanto na parte deles expedidoras de capitais, necessária preservação e mais que isso ao incremento da participação inexorável do Brasil no comercio mundial.
Através do presente artigo conclui-se que as parcerias de joint-ventures são consideradas uma atraente ferramenta para a entrada em novos mercados, podendo ser estendido ao mercado internacional, proporcionando o aumento da participação de mercado, lucratividade e competitividade das empresas envolvidas, tornando-as mais produtivas e eficientes que seus concorrentes. O que se torna uma evolução das características do desenho e da dinâmica organizacional.

REFERÊNCIAS

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e prática. São Paulo: Saraiva, 1994.

BULGARELLI, Waldírio. Contratos mercantis. São Paulo: Atlas, 1997.

FERRAZ, Daniel Amin. Joint venture e contratos internacionais. BeloHorizonte: Mandamentos,2001.

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GHERSI, Carlos Alberto. Contratos civil e comercial.
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JOINT-VENTURE. In Infopédia. Porto: Porto Editora, 2003-2012.
Disponível em: http://www.infopedia.pt/$joint-venture>.

MARTINS, Fran.
Ø Obrigações e contratos comerciais. Rio de Janeiro:
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MEIRELLES, Hely Lopes. Direito administrativo brasileiro.
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Ø direito administrativo.
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MONTEIRO, Washington de Barros. Curso de direito civil. São Paulo:
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PEREIRA, Caio Mário da Silva. Instituições de direito civil. Rio de Janeiro:Forense, Vol. III, 1991.

STRENGER, Irineu. Contratos internacionais do comércio. São Paulo:
Revistados Tribunais,1992.




1 Graduanda do7° Semestre do Curso de Administração de Empresas da Faculdade JK Unidade II Gama/DF.
2  Graduanda do7° Semestre do Curso de Administração de Empresas da Faculdade JK Unidade II Gama/DF.
3 Graduanda do7° Semestre do Curso de Administração de Empresas da Faculdade JK Unidade II Gama/DF.
4 Graduando do7° Semestre do Curso de Administração de Empresas da Faculdade JK Unidade II Gama/DF.
5 Graduanda do7° Semestre do Curso de Administração de Empresas da Faculdade JK Unidade II Gama/DF.
6 Graduando do7° Semestre do Curso de Administração de Empresas da Faculdade JK Unidade II Gama/DF.
7 Graduando do7° Semestre do Curso de Administração de Empresas da Faculdade JK Unidade II Gama/DF.
8 Graduando do7° Semestre do Curso de Administração de Empresas da Faculdade JK Unidade II Gama/DF.
9 Orientador do trabalho. Professor do Curso de Administração de Empresas da Faculdade JK Unidade II Gama/DF.

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